Nell Haynes – N & S Whitten Publication Subvention 2025-2026

The Norm and Sibby Whitten Publication Subvention Award Selection Committee (Evan Killick, chair, Lukas Keese and Juliana Oliveira Silva) awarded a grant to Nell Haynes for her book, “Chola in a Choke Hold: Reimagining Indigeneity through Bolivian Lucha Libre,” to be published by the University of Pennsylvania Press.
Chola in a Choke Hold: Reimagining Indigeneity through Bolivian Lucha Libre
Abstract
This book traces the phenomenon of Bolivian women who perform as “Cholitas Luchadoras” characters in exhibition wrestling matches. In their weekly events that combine sport and performance, they wear the traditional pollera clothing of urban market women, known as “cholas.” The book shows how their participation in this genre can contribute to understanding debates about what indigeneity means in 21st century Bolivia. Lucha libre, Latin America’s particular form of exhibition wrestling, has been popular in Bolivia since the 1960s, but events have skyrocketed in popularity since 2001, when women started performing as chola characters. The attention they have garnered has led to local debates about whether the wrestlers are “really indigenous.” Depending on the answer, their performances may be seen as either empowering or offensive. This book analyzes discourses surrounding the luchadoras—espoused by promoters, fans, the broader public, and the luchadoras themselves—revealing the ways that globalization, calls for decolonization, and the rise and fall of Bolivia’s first Indigenous president have altered popular conceptions of what it means to be Indigenous. The book is based on ethnographic research between 2009 and 2019, including interviews, media and performance analysis, and my own participation as a wrestler for 10 months in 2012. Moving beyond questions of authenticity, the book argues that debates about what “counts as Indigenous” are actually important ways that Bolivians not only imagine what Indigenous peoples’ futures may look like, but help to performatively bring them into being.
Resumen
Este libro rastrea el fenómeno de mujeres bolivianas que actúan como personajes nombrados “Cholitas Luchadoras” en combates de lucha libre. En sus eventos semanales que combinan deporte y performance, ellas llevan la pollera tradicional de las mujeres vendedoras del mercado urbano, conocidas como “cholas.” El libro muestra cómo su participación en este género puede contribuir a comprender los debates sobre el significado de la indigeneidad en Bolivia en el siglo XXI. La lucha libre ha sido popular en Bolivia desde la década de 1960, pero los eventos se han disparado en popularidad desde 2001, cuando las mujeres comenzaron a presentarse como personajes de cholas. La atención que han recibido ha fomentado a debates locales sobre si las luchadoras son “indígenas verdaderas.” Dependiendo de la respuesta, sus actuaciones pueden ser vistas como empoderadoras u ofensivas. Este libro analiza los discursos sobre las luchadoras —propiciados por promotores, fans, el público en general, y las propias luchadoras—revelando cómo la globalización, los llamados a la descolonización y el ascenso y caída del primer presidente indígena de Bolivia han alterado las concepciones populares de lo que significa ser indígena. El libro se basa en una investigación etnográfica realizada entre 2009 y 2019, que incluye entrevistas, análisis de medios y performances, y mi propia participación como luchadora durante 10 meses en 2012. Más allá de las cuestiones de autenticidad, el libro sugiere que los debates sobre qué se considera indígena son, en realidad, formas importantes en las que los bolivianos no solo imaginan cómo podría ser el futuro de los pueblos indígenas, sino que también contribuyen a materializarlo performativamente.
Resumo
Este livro traça o fenômeno das mulheres bolivianas que se apresentam como “Cholitas Luchadoras” em lutas de exibição. Em seus eventos semanais, que combinam esporte e performance, elas vestem as tradicionais polleras, roupas típicas das mulheres que trabalham nos mercados urbanos, conhecidas como “cholas.” O livro mostra como a participação delas nesse gênero pode contribuir para a compreensão dos debates sobre o significado de identidade indígena na Bolívia do século XXI. A lucha libre, forma particular de luta de exibição da América Latina, é popular na Bolívia desde a década de 1960, mas os eventos ganharam enorme popularidade a partir de 2001, quando as mulheres começaram a se apresentar como cholas. A atenção que elas atraíram gerou debates locais sobre se as lutadoras são “realmente indígenas.” Dependendo da resposta, suas performances podem ser vistas como empoderadoras ou ofensivas. Este livro analisa os discursos em torno dos lutadores — defendidos por promotores, fãs, o público em geral e os próprios lutadores — revelando como a globalização, os apelos à descolonização e a ascensão e queda do primeiro presidente indígena da Bolívia alteraram as concepções populares do que significa ser indígena. O livro baseia-se em pesquisa etnográfica realizada entre 2009 e 2019, incluindo entrevistas, análise de mídia e performances, e minha própria participação como lutador por 10 meses em 2012. Indo além das questões de autenticidade, o livro argumenta que os debates sobre o que “conta como indígena” são, na verdade, maneiras importantes pelas quais os bolivianos não apenas imaginam como o futuro dos povos indígenas pode ser, mas também ajudam a concretizá-lo de forma performativa.