Laura Botero

Laura Botero – Whitten Research Fund 2025-26

Laura Botero

University of Texas at Austin

Winner of the Norm and Sibby Whitten Research Fund 2025-2026

 

(En)gendering Extraction: Bodies, Territories, and Dispossession in the Making of a Mining Frontier in Indigenous Amazonia

Abstract: This project investigates how an emerging mining frontier is taking shape in Uwottüja (Piaroa) territories in the Venezuelan Amazon, a region increasingly transformed by illegal gold and rare earth mineral extraction and rising gender-based violence. While many Indigenous Peoples in the Amazon mobilize collective territorial defense against extractive pressures, the experience of the Uwottüja people in Venezuela reveal a more complex process in which mining expands into their territories through the gradual erosion of social relations. Guided by feminist political ecology, decolonial environmental justice, and a cuerpo-territorio approach, the project conceptualizes mining not only as a material intervention into land but also as a relational and embodied process that reconfigures kinship, care, labor, mobility, and local governance. Through ethnographic fieldwork—including participant observation, participatory mapping, body-mapping, and life-history interviews—this research project aims to investigate how traditional knowledge, gendered social structures, and healing practices shape community responses to mining-related dispossession. It also explores the structural links between intimate and territorial violence, examining how harms to women’s bodies and harms to Indigenous territories emerge through interconnected dynamics of extraction. By centering Uwottüja understandings of land, wellbeing, and relationality, the project contributes to broader anthropological debates in political ecology, Indigenous feminisms, and geographies of extraction.

Resumen: Este proyecto investiga cómo se está configurando una frontera minera emergente en los territorios del pueblo Uwottüja (Piaroa) en la Amazonía venezolana, una región cada vez más transformada por la extracción ilegal de oro y minerales de tierras raras, así como por el incremento de la violencia basada en género. Si bien muchos pueblos indígenas en la Amazonía movilizan formas colectivas de defensa territorial frente a las presiones extractivas, la experiencia del pueblo Uwottüja en Venezuela revela un proceso más complejo en el cual la minería se expande hacia sus territorios a través de la erosión gradual de relaciones sociales. Guiado por la ecología política feminista, la justicia ambiental decolonial y un enfoque de cuerpo-territorio, el proyecto conceptualiza la minería no solo como una intervención material sobre la tierra, sino también como un proceso relacional y encarnado que reconfigura el parentesco, el cuidado, el trabajo, la movilidad y las formas locales de gobernanza. A través de trabajo de campo etnográfico—que incluye observación participante, cartografía participativa, mapeo corporal y entrevistas de historia de vida—este proyecto de investigación busca analizar cómo el conocimiento tradicional, las estructuras sociales de género y las prácticas de sanación moldean las respuestas comunitarias frente al despojo asociado a la minería. Asimismo, explora los vínculos estructurales entre la violencia íntima y la violencia territorial, examinando cómo los daños a los cuerpos de las mujeres y los daños a los territorios indígenas emergen a través de dinámicas interconectadas de extracción. Al centrar las comprensiones Uwottüja sobre la tierra, el bienestar y la relacionalidad, el proyecto contribuye a debates antropológicos más amplios en ecología política, feminismos indígenas y geografías de la extracción.

Resumo: Este projeto investiga como uma fronteira minerária emergente está se configurando nos territórios do povo Uwottüja (Piaroa) na Amazônia venezuelana, uma região cada vez mais transformada pela extração ilegal de ouro e de minerais de terras raras, bem como pelo aumento da violência de gênero. Embora muitos povos indígenas na Amazônia mobilizem formas coletivas de defesa territorial diante das pressões extrativistas, a experiência do povo Uwottüja na Venezuela revela um processo mais complexo, no qual a mineração se expande para seus territórios por meio da erosão gradual das relações sociais. Orientado pela ecologia política feminista, pela justiça ambiental decolonial e por uma abordagem de corpo-território, o projeto conceitua a mineração não apenas como uma intervenção material sobre a terra, mas também como um processo relacional e incorporado que reconfigura o parentesco, o cuidado, o trabalho, a mobilidade e as formas locais de governança. Por meio de trabalho de campo etnográfico — incluindo observação participante, mapeamento participativo, mapeamento corporal e entrevistas de história de vida — este projeto de pesquisa busca investigar como o conhecimento tradicional, as estruturas sociais de gênero e as práticas de cura moldam as respostas comunitárias à despossessão relacionada à mineração. O estudo também explora os vínculos estruturais entre a violência íntima e a violência territorial, examinando como os danos aos corpos das mulheres e aos territórios indígenas emergem por meio de dinâmicas interconectadas de extração. Ao centralizar os entendimentos Uwottüja sobre a terra, o bem-estar e a relacionalidade, o projeto contribui para debates antropológicos mais amplos em ecologia política, feminismos indígenas e geografias da extração.


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