Sileusa Monteiro

Sileusa Natalina Menezes Monteiro – N & S Whitten Publication Subvention 2025-2026

Sileusa Natalina Menezes Monteiro

Federal University of Amazonas

Norm and Sibby Whitten Publication Subvention 2025-2026

The Norm and Sibby Whitten Publication Subvention Award Selection Committee (Evan Killick, chair, Lukas Keese and Juliana Oliveira Silva) awarded a grant to Sileusa Natalina Menezes Monteiro for her book, “Da carne da terra se faz cerâmica: um fazer político de mulheres indígenas,“ to be published by Editora Mil Folhas.

Da carne da terra se faz cerâmica: um fazer político de mulheres indígenas

Resumo



Este livro nasce da dissertação de mestrado, “Da carne da terra se faz cerâmica: um fazer politico de mulheres indígenas”, trazendo o conhecimento de mulheres indígenas di’i yerã numia (mulheres fazedoras de cerâmica), do território de Taracuá no baixo Rio Uaupés, Terra Indígena Alto Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira/AM. O fazer cerâmica é um conhecimento transmitido intergeracionalmente por meio da oralidade, práticas cotidianas e vivências comunitárias, permeado por relações entre humanos e waimahsã (outros humanos), epistemologias indígenas e modos de vida. A compreensão de que há um fazer político das mulheres indígenas do território Taracuá ao produzirem a cerâmica está fundamentada no reconhecimento da agência de política feminina propria em contextos diários da vida de suas famílias, territórios e povos. Esta agência configura-se pelos conhecimentos que as mulheres indígenas possuem referenciadas pelas suas ancestralidades e repassadas de geração em geração, por meio da oralidade, técnicas, habilidades e vivências. O livro é importante também para a reflexividade, de que os conhecimentos indígenas não são meros “objetos de estudo” distanciados, mas formas legítimas de produção de conhecimento que estão no cotidiano ao mesmo tempo, por meio de pesquisadores indígenas, estão construindo espaços de diálogo e de coabitação epistemológica dentro das universidades, tensionando, dialogando para que o conhecimento indígena não seja apenas incluído, mas respeitado em sua autonomia e potência como ciências indígenas.

Abstract


This book originates from the master’s dissertation, “From the flesh of the earth comes ceramics: a political making of Indigenous women”, bringing the knowledge of Indigenous women di’i yerã numia (women who make ceramics) from the territory of Taracuá, in the lower Uaupés River, Alto Rio Negro Indigenous Land, São Gabriel da Cachoeira/AM. The making of ceramics is knowledge transmitted intergenerationally through orality, daily practices, and community experiences, permeated by relationships between humans and waimahsã (other humans), Indigenous epistemologies, and ways of life.

The understanding that there is a political making by Indigenous women of the Taracuá territory when producing ceramics is based on the recognition of their own female political agency in the daily contexts of their families, territories, and peoples. This agency is shaped by the knowledge Indigenous women possess, referenced by their ancestries and passed down from generation to generation through orality, techniques, skills, and lived experiences.

The book is also important for reflexivity, showing that Indigenous knowledge is not merely “objects of study” seen from a distance, but legitimate forms of knowledge production that exist in everyday life. At the same time, through Indigenous researchers, spaces of dialogue and epistemological cohabitation are being built within universities—tensioning, dialoguing so that Indigenous knowledge is not only included, but respected in its autonomy and strength as Indigenous sciences.

Resumen


Este libro nace de la disertación de maestría, “De la carne de la tierra se hace cerámica: un hacer político de mujeres indígenas”, trayendo el conocimiento de las mujeres indígenas di’i yerã numia (mujeres hacedoras de cerámica), del territorio de Taracuá en el bajo Río Uaupés, Tierra Indígena Alto Río Negro, São Gabriel da Cachoeira/AM. El hacer cerámica es un conocimiento transmitido intergeneracionalmente por medio de la oralidad, prácticas cotidianas y vivencias comunitarias, permeado por relaciones entre humanos y waimahsã (otros humanos), epistemologías indígenas y modos de vida.

La comprensión de que existe un hacer político de las mujeres indígenas del territorio Taracuá al producir la cerámica se fundamenta en el reconocimiento de la agencia política femenina propia en los contextos diarios de la vida de sus familias, territorios y pueblos. Esta agencia se configura por los conocimientos que las mujeres indígenas poseen, referenciados por sus ancestralidades y transmitidos de generación en generación, mediante la oralidad, técnicas, habilidades y experiencias.

El libro es importante también para la reflexividad, mostrando que los conocimientos indígenas no son meros “objetos de estudio” distanciados, sino formas legítimas de producción de conocimiento que están en el cotidiano. Al mismo tiempo, a través de investigadores indígenas, se están construyendo espacios de diálogo y de cohabitación epistemológica dentro de las universidades—tensionando, dialogando para que el conocimiento indígena no sea solamente incluido, sino respetado en su autonomía y potencia como ciencias indígenas.